• Rosine Mello

Asana no cotidiano, da vida pessoal à vida profissional.

Atualizado: Fev 25

No ocidente começamos a praticar yoga pelos asanas, sem problemas é a nossa cultura, cultuamos o belo, o corpo idealizado e vendido pela mídia. Nada mais natural que fazer asana, aquelas posturas super diferentes torções, extensões, flexões, inversões, boats e equilíbrios. Os asanas aumentam a flexibilidade, mas não é necessário ser flexível para praticar. Eles nos deixam mais fortes, isometria, também melhoram nosso equilíbrio e propriocepção. Mas é só isso?


Por quê praticamos asanas?

Interessante, no Yoga Sutra asana é o terceiro componente do yoga e este deve ser firme e confortável. Experimente ficar 5min sentado em sukhasana, a postura simples, aquela onde se senta no chão de pernas cruzadas, pé direito embaixo do joelho esquerdo, o centro das canelas na

direção do osso púbico, púbis e umbigo perpendicular ao chão, peso sobre os dois ísquios, umbigo visita a coluna lombar . Coluna na vertical (mantendo as curvas), escápulas encaixadas nas costelas, ombros distantes das orelhas, palmas da mãos voltadas para o teto sobre as coxas, braços relaxados. Cabeça no prolongamento da coluna, queixo paralelo ao chão. Posso te dizer que antes de 2min o simples será intenso e desconfortável, beirando o insuportável. A mente vai borbulhar em pensamentos, começarão as coceiras e dormências em todo o corpo, será impossível não trocar a laçada das pernas ou tentar estendê-las, a respiração (que nunca é consciente) será notada, fora os braços que serão levemente movidos. Não é tortura, os asanas nos ensinam a lidar com a impermanência da vida, ao praticar asana deve-se objetivar a atenção e relaxamento, utilizar somente o necessário e soltar o que não faz parte da manutenção na postura. Alinhar mente, corpo e respiração, reconhecer e observar as reações durante a prática e através deles diminuir as influências externas (idade, clima, dieta e trabalho) sobre o corpo.


Do tapete para o cotidiano.


No tapete

Em uma prática começamos sentados em sukhasana (o instrutor fala todos os comandos para essa sentada inicial), escutamos mantra, cantamos o mantra OM, algumas vezes essa preparação dura até 3min. Passa-se para a fase de abertura, asanas que preparam o corpo para os asanas e objetivos da aula, como exemplo: supta tadasana e suas variações, do deitado passamos para o em pé, tadasana, urdhiva hastasana, utikatasana 1,2, e 3, tadasana, vrikshasana, tadasana, salto para afastar as pernas, trikonasana, salto para voltar a tadasana, salto para afastar as pernas, virabhadrasana II e a prática segue. Só nesse trecho já se saiu da quietude para o movimento, da horizontal para a vertical, da instabilidade para o equilíbrio, da estabilidade do chão para a leveza do ar, que volta para a abertura e para o estático.


No cotidiano

Atenção plena no momento, do conhecido salta para o desconhecido, cria base para o equilíbrio precário, abre para o objetivo, observa, trabalha, respira, entrega, desapega do esforço e aceita o

resultado. Essa descrição pode ser de um momento no trabalho como ser demitido, pegar um novo projeto, mudar de carreira ou conhecer a nova chefia. Quem sabe um momento durante o treino quando tentamos novas técnicas para atingir um índice. Ou talvez um momento na vida pessoal, quando se decide fazer aquela viagem de mochilão, ao entrarmos em um novo relacionamento ou sairmos de um. O que importa é que o yoga te mantem alinhado, embora a impermanência da vida.


Conclusão

Praticar asanas não é fácil, vai além do físico, vai até a essência do SER, é um aprofundamento emocional, os asanas abrem o corpo, criam espaço para o novo e soltam o que não é mais necessário. A vida não é fácil, iniciar pela prática física, em cima do tapetinho, é o primeiro passo para o praticante começar entender o caminho do autoconhecimento, do mergulho interior, já que o objetivo do yoga é acalmar as flutuações mentais e sustentar a mente sem quaisquer distrações.


Namastê 🙏🕉

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